Em dias de reforma vc pode acordar de várias maneiras inesperadas:
1 - marteladas
2 - Vrrrrrrrrrrr (um som bem agudo de algo que até agora não descobri o que era)
3 - UHU! CARALHO SANTOS! (ok, esse não tem muito a ver com a reforma...só com o fato que descobri que, assim como o amigo que mora comigo, o Adriano, meu pedreiro também é santista)
4 - Vrrrrr2 (a serra cortando o azulejo - é menos pior que o 2!)
5 - Silêncio (só com o despertador mesmo) - esse dá um certo medo: ou vc tá adiantada ou o pedreiro tá atrasado...e não vem!
Hoje acordei com o número 2 (da lista!). Levantei e tive a seguinte conversa:
- Bom dia S. Zé
- Bom dia Camila. Más notícias!
- Ah, más notícias logo de manhã não quero não!!
- (silêncio)
- Tá, S. Zé, pode falar
- O azulejo branco não vai dar!
- Como não? Só falta a parte de baixo...
- É, mas não vai dar pro piso.
- Ainda bem, S. Zé. O piso é em verde!
- Ahhhhhh...não sabia! Ah, então dá sim. E vai sobrar branco!
- Que bom (eu já tinha explicado 5 vezes no primeiro dia...mas já faz uma semana, né?!?!?!)
- Ah, e vc comprou o registro, né?
- Registro? Tipo uma torneira? Não...
- Ah, não...o rejunte!
- (!!!) Comprei, veio tudo junto.
- É, eu vi na nota. Mas não encontro.
- Vamos ver.
Procuramos, não encontramos!! Quem recebeu o material foi o Dri, que nesse momento ainda dormia (ele tem uma alta tolerância a barulhos).
- S. Zé, faz assim, eu vou tomar banho e já conversamos.
Tomei banho. Quando abri a porta, de toalha, pra pegar a calça que eu tinha deixado pendurada do lado de fora (já que se tivesse dentro, teria ficado encharcada), dei de cara com o S. Zé exatamente na porta do banheiro, pegando uma garrafa vazia SABE DEUS PRA QUE!!
Bom, nem coloquei a calça. Fui direto pro meu quarto, como se nada tivesse acontecido. Ainda peguei a calcinha molhada (é, blog de menina tem dessas coisas!) e levei pro quarto. Já ia pendura-la no varal, como costumo fazer sempre pós banho. Mas a situação me impediu!
Me vesti.
Sai do quarto, calcinha na mão, Adriano escovando os dentes, no tanque, logo abaixo do varal. Esperei. Perguntei do rejunte. Tava lá, numa caixa isolada do resto das coisas. Uma caixa fugitiva! Mas tava lá, menos mau. Chegou S. Zé pra pegar água pro cimento, no tanque! Esperei. Ele saiu, fui em direção ao varal, ele voltou.
- Então Camila...como tá de dinheiro esse final de semana?
- (calcinha na mão. Mão fechada. Me ver de toalha vá lá...agora ficar olhando minha calcinha é intimidade demais pra minha conta!!!) Quanto quer receber agora S. Zé?
- Olha, não tinha pensado nisso! ... ... ... Metade, pode ser?
- Ok. Tiro e te entrego amanhã.
Eu já não tinha mais o que olhar debaixo do varal...e ele não saia. Cai na besteira de falar mais alguma coisa sobre o banheirinho. Ele entrou, olhou, falou...e finalmente saiu! Pendurei a calcinha!
Vim pro trabalho. Tô com medo de chegar em casa com o chão verde e branco...
Incrível como não funciono direito de manhã. Podia ter deixado um cheque...me pouparia uma ida ao banco. Agora é sacanagem chegar com um cheque amanhã, sexta-feira. Enfim...
Cansei! Posso tirar férias?
Posso! Quarta que vem! Férias coletivas de 10 dias. Só pra ter mais situações constrangedoras com o querido pedreiro...!!!